Cerimônia contou com representantes do IPHAN, dirigentes da Jirau Energia e da UNIR, além de professores e estudantes.
A Jirau Energia e a Universidade Federal de Rondônia (UNIR) inauguraram, na quinta-feira (23), em Porto Velho, um espaço expositivo com 16 blocos de gravuras rupestres e lançaram a plataforma digital Tainacan, que reúne imagens e informações técnicas de até 500 peças arqueológicas da região do médio rio Madeira. A cerimônia contou com a presença de representantes da Jirau Energia, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), reitoria da Universidade além de representantes do curso de Arqueologia.
Instalado no campus José Ribeiro Filho, o espaço apresenta registros dos povos originários que habitaram a região a milhares de anos e passa a integrar as ações de preservação e difusão do conhecimento do patrimônio arqueológico em Rondônia. A estrutura foi implantada como parte das medidas compensatórias no âmbito do Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico, Histórico e Cultural (PGPAHC), vinculado ao licenciamento ambiental federal da Usina Hidrelétrica Jirau. O processo incluiu etapas de estudo, prospecção, resgate, monitoramento, conservação. Antes da e transferência dos blocos da usina para a universidade, eles passaram por uma limpeza especializada e já no local de salvaguarda final foram instalados e posicionados tecnicamente em uma área de aproximadamente 350 m². O espaço está aberto à visitação da comunidade em geral.
A plataforma Tainacan também integra as medidas compensatórias e reúne conteúdos produzidos em projetos acompanhados pelo curso de Arqueologia da UNIR. A iniciativa foi viabilizada pela Jirau Energia, com execução da M Quatro Soluções Ambientais, responsável pela digitalização e organização do acervo no Repositório Digital.
“Receber esse acervo e inaugurar esse espaço, representa o que a universidade faz: preservar a memória, o que é fundamental para a identidade de um povo. Salvaguardar artefatos arqueológicos vai fazer com que a universidade preserve esse acervo e mostre à sociedade a importância que tem a memória e identidade cultural de um povo; que nossos alunos tenham uma formação a partir desses achados”, afirma Marília Cotinguiba, Reitora da UNIR.
Crisvaldo Cássio, Superintendente do IPHAN em Rondônia, enfatiza a relevância da iniciativa para a preservação do patrimônio arqueológico brasileiro e o cumprimento das condicionantes do licenciamento ambiental. “Esse evento é de suma importância para Rondônia e para o Brasil e demonstra a valorização do patrimônio regional, da arqueologia rupestre, enfatizando os registros dos povos originários que viveram aqui há muitos anos, regatando a cultura, ciência e história para a nossa região, saber o contexto do passado para compreender o futuro”, afirma.
Edson Silva, Diretor-Presidente da Jirau Energia, destaca que é um orgulho para a empresa inaugurar um espaço que preserva a história e o conhecimento que conecta passado e presente. “Projetos como este transformam saber em impacto positivo, fortalecendo o ensino e a pesquisa. Há mais de 13 anos, atuamos de forma integrada ao desenvolvimento regional, investindo em parcerias e na formação de talentos locais. Esperamos que este espaço contribua para ampliar o conhecimento e valorizar o potencial de Rondônia”, afirma.