Geração acumulada seria suficiente para atender a Região Norte por mais de dois anos.
A Usina Hidrelétrica Jirau encerrou o ano de 2025 com uma geração de 15.892.551,18 MWh, consolidando seu papel estratégico para a segurança energética nacional. No acumulado desde o início da operação, entre 2013 e 2025, a usina alcançou 159.019.233,14 MWh gerados.
Esse volume total de energia seria suficiente para atender a carga verificada da Região Norte em 2025 por aproximadamente 2 anos e 2 meses, evidenciando a relevância da UHE Jirau para o Sistema Interligado Nacional (SIN).
Ao longo de 2025, o setor elétrico brasileiro enfrentou um cenário marcado por excedentes energéticos recorrentes, resultado do balanço entre a oferta disponível e a demanda efetiva do sistema. Em grande parte do ano, o SIN operou em condição de sobreoferta de energia, exigindo ajustes operativos para manutenção do equilíbrio e da confiabilidade do sistema elétrico.
Nesse contexto, as usinas hidrelétricas passaram a operar com maior incidência de vertimentos turbináveis – situações em que há potencial hidráulico disponível para geração plena, mas o aproveitamento é limitado por solicitações de redução de geração feitas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
Segundo a Coordenadora de Pré e Pós-Operação da Jirau Energia, Thayna Moroso, o resultado de geração observado em 2025 está diretamente relacionado à atual dinâmica do setor elétrico brasileiro.
“Os números de geração da UHE Jirau refletem não apenas a capacidade da usina, mas principalmente o momento que o setor elétrico vive hoje. Nosso resultado reflete a dinâmica do despacho energético vivenciado e o crescimento das fontes renováveis no país. A expansão acelerada das renováveis, parques solares e eólicos, trouxe ganhos importantes para a matriz energética, mas também exige um papel cada vez mais estratégico das hidrelétricas na regulação e na segurança do sistema. Mesmo diante dos vertimentos turbináveis, Jirau segue cumprindo sua função essencial de garantir confiabilidade, disponibilidade e flexibilidade ao SIN”, destaca Thayna.
A Jirau mantém sua atuação alinhada às diretrizes do setor, contribuindo para a estabilidade do sistema elétrico, sustentabilidade e para o avanço da transição energética brasileira.